quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Orla

            De mãos dadas com ela na praia, ele chorava. Ela, aflita e sem saber o que falar, jogou-se nos braços dele e enxugou-lhe as lágrimas.
            As primeiras palavras foram dele:
            - Você vai encontrar alguém mais legal e menos chato e ciumento do que eu.
            - Não vou, porque essa pessoa não existe.
           - Existe, sim.
            - Mas foi você que eu escolhi. Não quero mais ninguém.
            - Eu não quero que você canse de mim. E você já está cansando.
            - Não estou. “Eu te amo sempre e para sempre”, lembra?
            Ele estava parando de chorar.
            - Ei, amor, eu gosto de você. Só de você, para sempre, se você quiser.
            - Eu vou parar de ser assim.
            - Não, você não vai. É assim o cara pelo qual eu me apaixonei, e você não vai, quer e nem consegue mudar a sua essência. Não fica mais assim; promete?
            - Prometo.
            - Acredita em mim?
            - Acredito.
            Mas ela sabia que não seria assim. Ele teria suas crises de novo, assim como ela. Ela teria de consolá-lo e cuidar dele mais vezes, e dizer-lhe que estava tudo bem. Sorriu ao pensar nisso – sentiu-se súbita e inexplicavelmente feliz ao pensar nas coisas dessa forma. Seria ele, o cara que ela escolheu, com ela – sempre.
            Era assim o amor.

sábado, 7 de agosto de 2010

Ensaio Sobre o Amor

Como pode um adulto sinceramente acreditar que um jovem adolescente não é capaz de amar?
Digo isso porque nós, a juventude, somos movidos por paixão simples e pura, e temos uma capacidade de amar que é deveras mais sincera que a capacidade adulta em o fazer.
- Diálogo I entre jovem e adulto –
Jovem: Estou amando.
Adulto: Oh, cale a boca, você é novo demais para saber o que é amor. O amor é cheio de dívidas, perdão, concessão e coisas desse tipo. O amor é difícil. Se amor, para você, é algo bom – esqueça, porque isso que você está sentindo não é amor. Amor é outra coisa.
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Sendo que nós simplesmente sentimos um mar de coisas infinitas que acabam (ou não!) logo ali, do jeito mais puro que alguém pode sentir.
Nosso amor é infinito, incondicional, irredutível, inigualável, irreverente e, de longe, é a coisa mais importante para nós. Amar e se entregar, como amar e ser amado, fazem parte dos nossos anseios e desejos mais profundos.
E, se você tem mais de dezoito anos, pode até desdenhar de nós e achar que não sabemos de nada. Mas agüente a nossa revanche – vamos rotular os adultos de sem-coração, sem-sal e vamos sair gritando que vocês não nos levam a sério.
Agüentem a nossa revanche sem sair por aí dizendo que adolescente é um bicho chato e mal-humorado, porque se somos assim, a culpa é de vocês.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Incondicional

Incondicional

que transcede quaisquer noções da sociedade que dizem respeito à cor, raça, idades, localização e sexo. Tridimensional, disposto a se propagar em todas as direções. Intenso. Preciso como a vida e como a água. Vibratório como um tambor que ressoa a 120 decibéis.

É assim o meu amor, e ele é teu.