terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Você

Você.
É por isso, e só por isso, que continuo viva.
Com as nossas expectativas de quando você vier para Brasília, e aí sim poderemos visitar a Catedral, apontar os anjos e trocar beijos dentro dela. Seremos abençoados.
Porque tenho muita vontade de tirar novas fotos com você – fotos que você gosta, fotos que você não gosta, fotos que nós dois gostamos e pensamos em mostrar para o mundo, com muito amor, para que todos aqueles que nos apoiaram vejam como estamos felizes.
Estou viva por sua causa, porque quero chegar em casa e conversar com você, escutar a sua voz, escutar suas piadas sem graça, ouvir você me contando como seu colega de trabalho não vale nem um centavo. Te ajudar a achar um novo desenho para você tatuar na sua pele, que tanto venero, e que, todas as noites, anseio beijar.
Estou viva porque você apareceu, e me salvou.

E em todas as vezes nas quais mantive aquela velha reflexão de Camus, parei e pensei em você. E em como você ficaria decepcionado se eu desistisse da gente logo agora...