quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Meio da Semana

Pare, respire e escute um sambinha.

http://www.facebook.com/sebdinatos/posts/165101773583601

E a semana continua, no mesmo ritmo e velocidade. Fôlego, garoto!

P.S.: O vídeo é da banda de um amigo que está competindo em um concurso. Como ele é legal e pediu com jeitinho, aí está o link. Curtam.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sem título

Não sei se quem se apossa de mim é Marina, com sua auto-depreciação absurda, ou Pilar, com a boca espumando de raiva e condenando sem o menor pudor.
As lâminas, ao menos, sempre estarão aqui.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Staring at the Sea

Ela pegou o frasco de perfume que estava sobre a cabeceira da cama. Alaska, seu perfume com aroma de sol, suor e baunilha sempre fazia com que ela se sentisse bem. Não mais bonita, não mais atraente, não deliciosa. Só mais leve.
Foi encontrá-lo na beira do mar. Estava escurecendo e o sol se punha daquela forma que faz o céu ficar avermelhado e transforma as sombras de todos em monstros alongados. Sentaram-se na areia e conversaram. Ela ria daquelas mãos inquietas e o observava com grandes olhos verdes-cor-de-mar, curiosa e ansiando pelas próximas palavras. Ele sentia a garganta secar.
Olhos verdes são a mais nova maldição do século XXI, ela pensou. Quis falar, mas sorriu à Mona Lisa. Achou que dessa forma diria a ele muito mais.
Os dedos finos dele estavam envenenados. O veneno atingiu o calcanhar de Aquiles feminino, que desaguava em pés que faziam amor com o chão. O chão, por sua vez, era infinitude de milhares de pontos feitos de areia.
Ela o fitou com doçura; ele nunca saberia. Com medo - mas conformada e talvez até satisfeita com a possibilidade -, ela se perguntou se ele, muito pelo contrário, não só já saberia como também teria certeza.
A garota se inclina e beija os lábios do rapaz. Sacia seu desejo profundo daqueles lábios, que a consumia de dentro para fora há meses a fio.

Corre para o mar, conformada com o veneno que lançaram-lhe às pernas, e vira sereia.

sábado, 8 de outubro de 2011

O menino que queria ser anjo e a cigana-bruxa (ou: sobre a beleza do efêmero)

Era uma vez um menino que queria ser anjo. O menino achava o mundo inteiro muito bonito, e queria poder voar pra ver essa beleza toda de uma vez só. Não queria ser avião ou qualquer outra coisa que voasse porque essas outras coisas acabavam, e o menino realmente ficava irritado com a efemeridade da vida. O menino queria ser anjo para ser eterno.
Abismado, ele foi até uma cigana-bruxa e pediu para ela para virar um anjo. Ela, por sua vez, ficou triste por perceber que o menino não via a beleza do efêmero. Toda linda, enfeitada por pulseiras e colares de ouro, deitou-se no chão e se contorceu até que um líquido espesso saísse da sua boca.
O menino, vendo aquela moça tão bonita se contorcendo até inexistir na frente dele, entendeu o recado que ela quis lhe passar.
Mas ainda assim, o menino ainda queria saber voar para apreciar a beleza do mundo lá do alto.

Estalou os dedos e virou pássaro.