domingo, 22 de julho de 2012

Pimlico

You probably don't know this, but in portuguese we have a special word for the feeling of missing someone. We call it "saudade".
It's not that I don't enjoy the english language, but I feel that saying that "I'm missing you terribly" doesn't express everything you made me feel in the past two days. Which is:

I obviously didn't tell you that I was considering suicide as a real option when we first met; that I was convinced I couldn't ever be loved, desired or considered pretty to anyone; that people wouldn't care about sweet things I'd made them; that I wouldn't find anyone who laughed at my stupid jokes nor anyone as gentle as you have been to me.

I promise you that I will cook sweet brazilian stuff for you to eat, that we will look up for tango classes (and obviously we will learn how to dance it together), we will swim in a nice sunny beach, I will share my bed with you during a whole night. I don't know how, I don't know when. But I promise you all these things are going to happen sooner or later.

Thank you for two really passionate days, for holding me in the underground station, for putting your musician's hands in my dyed hair, for having the sweetest dialogues with me in your beautiful british accent. I appreciated your cute texts, your compliments about my hair, body, face and dress and I also loved the most delicious chocolates I have ever eaten.

I am crazy about you, already. Don't ever stop being sweet to people. I hope to see you playing jazz or bossa nova not in an underground station, but in a big crowded stage, someday.

Written with tons of care to J.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

(Mais um) ao lírio

Não deixo de sorrir ao juntar todos os ingredientes numa tigela e preparar sua omelete de café da manhã. Penso que as coisas todas estão transpondo a ficção e se transformando todas em realidade, mesmo que a ressaca não estivesse programada. Entro no quarto com muita dificuldade e morta de medo de derramar café escaldante em mim mesma, mas por fim consigo entrar sem maiores problemas e te acordo sentando delicadamente em cima da sua perna. Sem querer.
Você me agradece e vejo ali uma coisa que ninguém nunca vai poder tirar de mim: o carinho sem precedentes da nossa amizade esquisita. Levar café na cama não é uma questão hormonal ou passional-egoísta; é uma forma de te agradecer por tudo que você fez e ainda vai fazer - mesmo que seja só atender ou retornar um telefonema, não me deixar cair de bêbada, dividir um cigarro comigo, repetir "eu gosto, eu não conto?" quando eu reclamo sobre você-sabe-o-que, me abraçar ou segurar minha mão quando eu estiver em um estado de menininha boba e chorona.
Prezo pela minha criatividade, por isso não vou concluir o texto dizendo que você é feita de açúcar, tempero e tudo que há de bom. Mas guarde sempre o amor e a fofura que você tem dentro de si.

PS: As formas voluptuosas das flores de Georgia O'Keeffe me lembram muito, mas muito mesmo, de você.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

És

Eu tenho sentimentos bonitos por você.
São vivos como a joaninha que percorre o meu indicador e calorosos que nem o raio de sol que deixa minha bochecha vermelhinha.
O que eu sinto por você é macio que nem meu travesseiro e parece que vai derreter na minha boca como algodão doce.
Gosto tanto de você que estava pensando outro dia em como seu beijo tem gosto de felicidade e que quando você não me abraça eu não me sinto em casa.
Às vezes eu tenho vontade de te ligar só pra contar como estou me sentindo.
Às vezes, não. Acho que isso seria uma grande bobagem.

Mas você é meio moleque, parece um menino bobo e travesso. O que eu sinto por você não tem a ver com nós, ataduras ou correntes. Deixo você livre pra se descalçar e correr na grama molhada, desafiar os trovões, pôr a língua pra fora e beber água da chuva, brincar um pouco de Deus.
Amo você pelo que você é.
E você é livre.

Deixa estar.

sábado, 7 de julho de 2012

7 de julho

Meu bem, você me dá dor de cabeça. Minto, você me dava dores de cabeça (homéricas, ininterruptas, incuráveis), mas agora tudo isso acabou.
Você fez uma escolha (que você mesmo me disse que era uma escolha ruim e sem-sentido) da qual você vai se arrepender, e eu vou lidar da melhor forma possível com essa sua escolha. Chega de te ligar mil vezes por dia, porque estou entrando em um tratamento do tipo Brilho Eterno e vou deletar seus números e você da minha vida. Não sei se você recebeu minha mensagem de voz, mas resumindo tudo, ela dizia "esquece que eu existi".
Então é isso, docinho. Não posso curar suas inseguranças profissionais, amorosas ou sexuais. Boa sorte aí na vida e na sua análise, boa sorte com a mocinha de nome bonito também. De verdade. Não se dê ao trabalho de mandar e-mails, mensagens, sinais de fumaça - é uma despedida e pronto. Sei que você acha chato que eu coloque tudo isso no blog - também acho, mas você não atende minhas ligações e odeio lotar minha caixa de entrada do e-mail com DRs e foras (praticamente só tem isso lá, não preciso de mais mensagens infelizes assim).
Você estragou tudo com a sua insinceridade, com a sua incapacidade de ter me contado naquele sábado as suas inseguranças, a omissão da sua infidelidade, a sua incrível capacidade de sempre estar por perto para destruir as melhores viagens da minha vida. Se os últimos dois anos foram descartáveis para você e se meu carinho não te serviu de nada, que me desculpem os mais cultos pelo palavreado, mas você que se foda. O máximo que vai mudar na minha vida depois dessa nossa desilusão amorosa é o tom de ruivo do meu cabelo. Você pulou do barco primeiro, e eu fico feliz em sair nadando até a próxima ilha paradisíaca, onde morenos de mel e pão me dão uvas na boca.

Difícil foi ver o último filme do Harry Potter no cinema. Esquecer você vai ser mamão com açúcar, bem.