terça-feira, 9 de abril de 2013

liberdade


Um dia eu tava na praia peneirando a areia insistentemente, vieram me perguntar: o que você procura na areia? Eu disse: 
- Eu procuro a outra parte de mim que perdi.
- Mas você não vai achar nada aí, sua boba!
Então eu respondi, sorrindo: 
- Eu já procurei o meu amor em tantos lugares... NÃO CUSTA NADA PROCURAR AQUI!
(Zoé, Antes da coisa toda começar)


Estou te procurando, não que você tenha me dito que estaria aqui, mas saí batendo pernas por aí, comecei a entrar em livrarias, te procurar dentro dos livros de auto-ajuda, dos vinis velhos e esquecidos.
Estou te procurando mesmo que você tivesse pedido para eu não te achar, então subo e desço as escadas insistentemente, confiando na sorte de você aparecer magicamente em um dos dois andares. Subo as escadas e dou meia-volta, só para descê-las de novo: você não está lá.
Desisto dos andares, começo a andar em círculos, insistentemente, rápida, frenética, te caçando no reflexo das vidraças, embaixo dos móveis, dentro das latas de leite condensado.
Me descabelo, meu coração bate mais forte, sinto um leve desespero; não te acho, não te encontro, você se escondeu de propósito só para me ver desse jeito... E eu deveria ter te ouvido, eu deveria ter desaparecido quando você pediu.
Meus olhos se enchem da água, e eu me conformo com o seu truque de mágica de mau-gosto.

Procura-se um amor, há anos desaparecido, nunca encontrado.

cadê você

Um comentário:

Cuidado!