Era noite qualquer -- preenchia meus vazios de forma etílica. Transpirava e enxergava tal como bebi.
E você veio, de músculos discretos e olhos incríveis, aqueles seus olhos incrivelmente azuis. Saiu comigo de braços dados, flanando pelas ruas. Você me levou a mil lugares: ao banheiro, à escada e ao paraíso.
Desatados das amarras do superego, somos puro id - ids puros, movidos pelo princípio do prazer, instinto e libido.
Sua boca no meu pescoço, seus dedos entrelaçando meus cabelos, você apoiando firmemente as duas mãos nos meus ombros. Me faz elogios bonitos, eleva minha estima, me enlouquece. Me morde, me arranha, me molha; não pensar me faz quase tão bem quanto te faz -- encantado por não estar racionalizando, você deixa as coisas fluírem na maior naturalidade (socialmente?) permitida.
Por fim, quem racionalizou fui eu. Como a Cinderela depois das doze badaladas, tive que ir embora correndo. Você me encaminha para a minha abóbora, guiada por um cocheiro para lá de idoso, não sem antes rir de mim e se despedir sem intimidade.
Por fim, deixei contigo minha vontade de repetir no formato de um sapatinho de cristal.
Devolva-me
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