sexta-feira, 11 de março de 2011

Carnaval

Estou andando pelo sambódromo, mas, ao contrário de todos ali, não estou folião, não estou sambando, não estou pensando em bocas ou bundas.
Estou andando pelo sambódromo, mas estou cabisbaixo, triste. Aquele axé não me agrada, não gosto de dançar, acho carnaval uma estupidez e você não está comigo.
Lembro dos seus cabelos refletidos na sombra; você ri e se chama de Medusa. Seu gosto, sua pele, os olhos de tempestade, seu sorriso. Não deixo as lágrimas molharem o chão do sambódromo, afinal as lágrimas representam tristeza, e todos ali estão felizes. Menos eu.
Ando pensando no carnaval do ano passado: terminamos a noite molhados de chuva, com você comendo um sanduíche e com os pés nas minhas mãos, lembra?
Sigo em frente, pensando que ainda nos esbarraremos, seja pela Voluntários da Pátria, seja pelo astral.

É carnaval, e você não está comigo...

Um comentário:

  1. No carnaval há sempre um pouco mais que só alegria (ou axé)...
    Há sempre um pouco de tensão, ânsia, angústia (algo de rock).

    Afinal todo carnaval tem seu fim, e nem todos conseguem esquecer isso.

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