"Music's the only thing that makes sense anymore, man. Play it loud enough, it keeps the demons at bay." (Across the Universe) Se um filme que ela gostava muito dizia que música afastava os demônios, por que não obedecer? Demônios estavam sempre presente na vida dela. Atormentavam-na quando a remetiam ao passado, quando a remetiam à banalidade de sua beleza, idéias e conteúdo. Atormentavam-na quando lembravam a ela que ela nunca seria uma artista boa o suficiente.
Deixava os solos, riffs, sons e vozes aveludadas entrarem nos seus ouvidos e logo no seu corpo inteiro, preenchendo sua alma de forma tão avassaladora e iluminada que ela achava que, a qualquer segundo, chegaria a lua por meio da sua nave de energia.
Depois de alguns anos se aliviando e fugindo da realidade através das canções, nada mais atingia seu tímpano, a não ser que fosse belo como música. E quando ela se acostumou ao som das melodias, e já não era mais um som tão terapêutico, seus ouvidos estavam fechados para qualquer agrado ou elogio que viesse de um ou outro nas raras vezes que um ou outro estavam presentes.
Ciclo vicioso: era frustrada consigo mesma, tapou os ouvidos para aquele que queria curá-la e percebia a grande besteira que cometia ao bloquear sua cura; com isso, frustrava-se mais ainda.
Bem, e só quem perdia com isso era ela mesma, não?
(Ao fim desta pequena fábula, a menina resolve superar-se).
Deixava os solos, riffs, sons e vozes aveludadas entrarem nos seus ouvidos e logo no seu corpo inteiro, preenchendo sua alma de forma tão avassaladora e iluminada que ela achava que, a qualquer segundo, chegaria a lua por meio da sua nave de energia.
Depois de alguns anos se aliviando e fugindo da realidade através das canções, nada mais atingia seu tímpano, a não ser que fosse belo como música. E quando ela se acostumou ao som das melodias, e já não era mais um som tão terapêutico, seus ouvidos estavam fechados para qualquer agrado ou elogio que viesse de um ou outro nas raras vezes que um ou outro estavam presentes.
Ciclo vicioso: era frustrada consigo mesma, tapou os ouvidos para aquele que queria curá-la e percebia a grande besteira que cometia ao bloquear sua cura; com isso, frustrava-se mais ainda.
Bem, e só quem perdia com isso era ela mesma, não?
(Ao fim desta pequena fábula, a menina resolve superar-se).
mt lindoooooooooooo
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