Termino o fragmento com um pedido: por favor, não se nivele ao nível das outras flores. Elas, só pétalas e espinhos. Você, perfume e elegância. Não me desaponte.
sábado, 12 de novembro de 2011
Ao Lírio
Não me leve a mal quando digo isso, mas a confiança não vem sendo (e talvez nunca tenha sido) meu forte. Por decepções com rosas, lilases e outros tipos de flor, costumo me trancar muito e partilhar meus segredos íntimos com poucos. O problema é quando decido me abrir e o que há de mais profundo vem a tona para você, lírio. Isso é perigoso. Relações de qualquer tipo são dominadas por jogos de poder. E você sabe tanto e me conhece tão bem que isso me assusta. Sei que também tenho certo poder sobre suas ações; nem eu nem você diríamos que sabemos pouco sobre nossas vidas. Compartilhamos coisas íntimas. Se você quiser me despedaçar e me colocar na pior situação possível, você pode. E os seres vivos tem me desapontado muito nesse quesito, me fazendo mal sem ganhar nada em troca. Eu sou paranóica, eu sei. E não quero pensar numa possível vingança - tanto eu quanto você sabemos que eu também poderia despedaçar seu relacionamento com a abelha, por exemplo
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