domingo, 4 de dezembro de 2011

Poseidon

O mar é a personificação do dual: tem de incrivelmente belo e calmo o mesmo que tem de traiçoeiro e furioso. Isso porque o mar é como a vida: ele tem seus momentos.
A imensidão azul tem dias em que o vento leva o cheiro de sal, areia e calor para os quatro cantos do mundo. Em dias assim, as ondas quebram com graça e leveza, parecendo sussurrar o segredo da eternidade.
Mas há também os dias em que o que antes era um grande macio azul se torna um grande espetáculo de fúria dirigido por Netuno. Nos dias como esses, a maré está alta e agitada, a água parece não dar pé e a sensação de que o afogamento é inevitável está sempre presente. E nos dias em que Netuno se enfurece, não há mais o que fazer além de esperar a calmaria voltar.

O mar é assim: imprevisível como o amor.

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