sábado, 7 de julho de 2012

7 de julho

Meu bem, você me dá dor de cabeça. Minto, você me dava dores de cabeça (homéricas, ininterruptas, incuráveis), mas agora tudo isso acabou.
Você fez uma escolha (que você mesmo me disse que era uma escolha ruim e sem-sentido) da qual você vai se arrepender, e eu vou lidar da melhor forma possível com essa sua escolha. Chega de te ligar mil vezes por dia, porque estou entrando em um tratamento do tipo Brilho Eterno e vou deletar seus números e você da minha vida. Não sei se você recebeu minha mensagem de voz, mas resumindo tudo, ela dizia "esquece que eu existi".
Então é isso, docinho. Não posso curar suas inseguranças profissionais, amorosas ou sexuais. Boa sorte aí na vida e na sua análise, boa sorte com a mocinha de nome bonito também. De verdade. Não se dê ao trabalho de mandar e-mails, mensagens, sinais de fumaça - é uma despedida e pronto. Sei que você acha chato que eu coloque tudo isso no blog - também acho, mas você não atende minhas ligações e odeio lotar minha caixa de entrada do e-mail com DRs e foras (praticamente só tem isso lá, não preciso de mais mensagens infelizes assim).
Você estragou tudo com a sua insinceridade, com a sua incapacidade de ter me contado naquele sábado as suas inseguranças, a omissão da sua infidelidade, a sua incrível capacidade de sempre estar por perto para destruir as melhores viagens da minha vida. Se os últimos dois anos foram descartáveis para você e se meu carinho não te serviu de nada, que me desculpem os mais cultos pelo palavreado, mas você que se foda. O máximo que vai mudar na minha vida depois dessa nossa desilusão amorosa é o tom de ruivo do meu cabelo. Você pulou do barco primeiro, e eu fico feliz em sair nadando até a próxima ilha paradisíaca, onde morenos de mel e pão me dão uvas na boca.

Difícil foi ver o último filme do Harry Potter no cinema. Esquecer você vai ser mamão com açúcar, bem.