Eu gosto de você porque você me diz essas coisas que eu não entendo, mas gosto. Você faz eu me sentir como se, sei lá, não tivesse nada de errado comigo, como se você não fosse desistir de mim, e isso faz eu gostar de fantasiar situações malucas com você. Relaxa que não é amor, mas quando eu estou deitada na cama pensando em ti, parece que você tem cheiro de homem com sabonete e desodorante gostoso. Curto muito esse seu charme de guitarrista-Beatle-psicodélico-barbudo, esse cabelo bagunçado até os ombros, os óculos claramente lennonianos.
Deve ser bacana estar em um apartamento contigo, pô, você tem um jeito preguiçoso que me faz pensar que você gosta muito de dormir. Eu também gosto, só que só durmo à tarde, então acordaria cedo pra fazer um café gostoso e te levar na cama quando você acordasse.
Outra coisa que eu acho graça: você vindo falar bêbado comigo. A gente também tem isso em comum, se diverte bastante bêbado. Se uma das nossas bebedeiras der errado, a gente pode se acordar com cafeína e ir caminhar pela madrugada, ser engolido pelo céu escuro, discutir as nossas músicas favoritas dos Beatles, fazer o nosso próprio fim do mundo e aproveitá-lo.
Na real, acho que se você não gostasse tanto de Beatles como eu gosto, eu nem estaria te escrevendo essas coisas - e acho também que você vai achar graça de chegar em casa depois do show e achar um texto assim, muito meu pra você, meio descontraído, meio a gente, despresunçoso.
É isso, broto. Encerro o texto aqui com um depois-você-me-diz-o-que-achou.
cê devia estar aqui