Caminhando, chego na árvore sem folhas por causa dos cento e um dias sem chuva. Minha melhor amiga de troncos e galhos retorcidos, que nem a gente aprende nos livros de Geografia que falam sobre o cerrado.
Sento no tronco; "prazer, sei que você não está me reconhecendo. Sou a Srta. Nostálgica, lembra-se de mim? Não? Acho que da última vez me apresentei como srta. Medrosa".
Jogo-me no chão. De pernas cruzadas, amaldiçôo a chuva que não cai e começo a quebrar as folhas secas que estão espalhadas pelo terreno avermelhado. Faço um paralelo entre as folhas e o meu coração.
Com o mesmo estilete que fez meu pulso arder e sangrar na noite anterior enquanto um tango soava no quarto, marquei nossas iniciais no tronco da árvore, lembrando-me sempre que amores de verdade deixam marcas.
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