domingo, 23 de setembro de 2012

Por favor, chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim

Enfim, choveu.

Choveu e eu fui desafiar os trovões, brinquei de ser deusa por alguns segundos, provoquei o caos ao desafiar doenças no frio molhado que caía dos céus. Deixei que a água pingasse dos meus dedos e escorresse pelo meu cabelo.

Aconteceu que não era nem dilúvio nem chuvisco; tive a dose certa do que eu precisava ter e isso apenas foi o suficiente para que eu percebesse que, por mais que eu a queira frequentemente, a chuva não é tão necessária assim na minha vida. Não deixo de agradecê-la, no entanto, por me mostrar de novo o que é umidade.

Voltando para casa, me lembro que as primeiras chuvas sempre são tóxicas e cheias de poluição. Tomo banho, esfregando o veneno que poderia até ser capaz de corroer minha pele. Vejo ele escorrer e se esvair pelo ralo.

Fim.