Enfim, choveu.
Choveu e eu fui desafiar os trovões, brinquei de ser deusa por alguns segundos, provoquei o caos ao desafiar doenças no frio molhado que caía dos céus. Deixei que a água pingasse dos meus dedos e escorresse pelo meu cabelo.
Aconteceu que não era nem dilúvio nem chuvisco; tive a dose certa do que eu precisava ter e isso apenas foi o suficiente para que eu percebesse que, por mais que eu a queira frequentemente, a chuva não é tão necessária assim na minha vida. Não deixo de agradecê-la, no entanto, por me mostrar de novo o que é umidade.
Voltando para casa, me lembro que as primeiras chuvas sempre são tóxicas e cheias de poluição. Tomo banho, esfregando o veneno que poderia até ser capaz de corroer minha pele. Vejo ele escorrer e se esvair pelo ralo.
Fim.
domingo, 23 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Duplo sentido
Como gosto quando chove.
Minha cidade caótica fica mais alegre, mais verde, as flores desabrocham, as cigarras cantam em uníssono. Gosto quando chove e estendo as mãos até que elas fiquem encharcadas, gosto de ver meus cabelos molhados e pingando água quando estava sedenta por isso. A falta de umidade me faz mal, não gosto de sentir minha garganta, pele e meu nariz secos.
Me atrevo até a dizer que gosto de todos os tipos de chuva: gosto quando chuvisca, gosto quando cai um dilúvio. Quando a chuva nem é chuva de verdade e pingam gotas esporádicas na ponta do meu nariz, dou risada da provocação, apesar de preferir o alagamento. Quando é um dilúvio, a ideia de sair nadando por aí e me esbanjando na infinitude de água muito me agrada.
Posso passar horas divagando sobre a chuva, sobre como gosto dela, sobre como queria que ela fosse mais frequente, até então, finalmente, me lembrar que estamos em época de seca há três infinitos e infernais meses.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Às vezes, a pequenez dessa cidade me sufoca
Engraçado, há meia hora você batia claras em neve na mão enquanto andava aqui pelo apartamento, usando aquela blusa social xadrez aberta. Assim que deu a partida no carro eu sabia que ia demorar mais algum tempo para ouvir de você de novo. Você me deixou um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, mas o gosto que ficou na minha boca foi o de saudade.
Ê, complicação...
Ê, complicação...
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Flertando com o drama
Depois de alguns meses, ela aparece. Por mais que não tenha sido algo inesperado nem do nada, não posso deixar de pensar o quanto senti falta daquilo tudo - o cabelo escuro, liso e macio, o sorriso bonito, os óculos grandes, o cheiro doce do corpo.
Rapaz desajeitado que sou, não sabia o que fazer com as mãos e me envergonhava do meu penteado tosco, molhado e feito de última hora. Acendo alguns cigarros e me preocupo com o gosto que vai ficar na minha boca, até relembrar que ela não é dessas frescuras.
Um dia simpático para se passar com a moça. Diálogos banais sobre chocolates, aulas e um brinco que não sai da orelha.
Não sei o que fazer e estou perdido. "Eu sou uma porra de uma passiva", penso, no auge da minha masculinidade.
Não sei o que fazer e estou perdido. "Eu sou uma porra de uma passiva", penso, no auge da minha masculinidade.
- Eu estou me sentindo mais à vontade com você, né? Ou é impressão minha?
- Está, sim. Você até está falando como se fosse um ser humano de verdade.
- Você quer dizer "um ser humano normal"?
- É. Também. Porque se você já é um ser humano, não tem como você ser um ser humano de mentira. Tipo o Pinóquio.
- É. Também. Porque se você já é um ser humano, não tem como você ser um ser humano de mentira. Tipo o Pinóquio.
- Ele era um menino de mentira porque ele era mentiroso.
Essa conversa nem faz sentido, meu Deus.
- Você ia me abraçar e eu não deixei.
- É, eu vi. E fiquei constrangido - digo para ela.
- É porque eu sei o que ia acontecer.
- Hm. E aí você não quer.
- A gente sempre acaba se enrolando.
- Na verdade, isso só aconteceu uma vez.
- É verdade.
- Mas olha, você quer. Do contrário, a gente não estaria nem falando sobre isso.
Ela me olha como se eu fosse retardado e não houvesse afirmação mais óbvia para ser feita.
- E eu também quero - continuo. - Isso significa que vai acabar acontecendo. Lembra quando você falou que a gente não consegue ficar longe do drama? É por isso.
Um beijo de saudade.
Eu a pego pela cintura.
- Seja bem-vindo de volta, drama.
Recomeçar.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Projeto Crônica IV/Feliz dia do irmão
Tomás era menino inteligente e curioso. Dia desses, teve de ir tomar banho e logo se revoltou.
- Ah, mas por que eu tenho que tomar banho?
- Porque senão as bactérias vão encher seu corpo e te deixar todo sujo - responde, prontamente, a mãe.
- Alguém já morreu só de não tomar banho?
Ela fica muda.
- Sei lá, Tomás. Entra no chuveiro.
O garoto logo entra com seus milhões de dinossauros e brinquedos e senta embaixo da ducha, forçando-se a aproveitar o banho.
Do ralo, começa a sair uma luz brilhante. Ele logo abaixa para ver o que é, e vê-se puxado para dentro do buraco drenador de água.
Ele acorda em um gramado, sozinho e inexplicavelmente de sunga. Acha aquilo tudo muito estranho, até que chega um tigre e começa a falar com ele.
- Oi, qual é o seu nome?
- Tomás, e o seu? Você vai me comer?
- Eu sou o Haroldo. Eu não vou te comer porque eu sou de pelúcia. Vou te levar para passear, sobe aí.
E, subindo nas costas de Haroldo, Tomás disparou a fazer perguntas.
- Como você anda se você é de pelúcia?
- As coisas aqui são mágicas.
- Ah. E onde a gente tá?
- A gente está no planeta Xermo.
- E o que tem para fazer aqui?
- Um monte de coisa! A gente pode dançar, fazer planos para pintar os dinossauros, brincar de carrinho, fingir que é espião e dançar.
Tomás ficou feliz. E aí:
E Tomás estava de novo embaixo do chuveiro, com seus milhões de dinossauros e alienígenas. Terminou de tirar o sabonete do corpo, saiu correndo do chuveiro enrolado na toalha e inundando o apartamento.
- Mãe! Sabe quantos anos eu tenho agora?
- Não. Quantos, meu filho?
- Ah, mas por que eu tenho que tomar banho?
- Porque senão as bactérias vão encher seu corpo e te deixar todo sujo - responde, prontamente, a mãe.
- Alguém já morreu só de não tomar banho?
Ela fica muda.
- Sei lá, Tomás. Entra no chuveiro.
O garoto logo entra com seus milhões de dinossauros e brinquedos e senta embaixo da ducha, forçando-se a aproveitar o banho.
Do ralo, começa a sair uma luz brilhante. Ele logo abaixa para ver o que é, e vê-se puxado para dentro do buraco drenador de água.
Ele acorda em um gramado, sozinho e inexplicavelmente de sunga. Acha aquilo tudo muito estranho, até que chega um tigre e começa a falar com ele.
- Oi, qual é o seu nome?
- Tomás, e o seu? Você vai me comer?
- Eu sou o Haroldo. Eu não vou te comer porque eu sou de pelúcia. Vou te levar para passear, sobe aí.
E, subindo nas costas de Haroldo, Tomás disparou a fazer perguntas.
- Como você anda se você é de pelúcia?
- As coisas aqui são mágicas.
- Ah. E onde a gente tá?
- A gente está no planeta Xermo.
- Um monte de coisa! A gente pode dançar, fazer planos para pintar os dinossauros, brincar de carrinho, fingir que é espião e dançar.
Tomás ficou feliz. E aí:
Tomás já estava se divertindo a valer. Imaginou que a mãe deveria estar no trabalho, a babá com um cigarro em mãos e a irmã, coitada, dormindo à tarde toda. "Ninguém vai perceber que eu sumi, mesmo". Então, por isso, ele perguntou ao Haroldo:
- O que mais tem para fazer aqui?
- A gente pode ir nadar na fonte. Mas não é uma fonte qualquer.
- Como assim?
- A fonte do planeta Xermo é uma fonte da juventude. Você bebe da água dela e pode viver mais oito mil milhões de anos!
E Tomás pulou nas costas do Haroldo e os dois foram beber a água maravilhosa da fonte da juventude.
O garoto e seu tigre de pelúcia, que também era de verdade, foram nadar e engoliram quase a fonte toda. Na verdade, quando eles viram, mal tinha água para que as outras crianças e os outros moradores brincassem lá dentro.
Daí, de repente, saiu uma luz brilhante do céu. E o Tomás ouviu uma voz.
- Tomás! Sai do banho. Você vai acabar com toda a água do planeta.
| "Melhor se apressar. Sua mãe está gritando alguma coisa." |
- Mãe! Sabe quantos anos eu tenho agora?
- Não. Quantos, meu filho?
- Oito mil milhões! Sabe por quê?
- Tudo isso, Tomás? Por quê?
- Porque eu tomei banho na fonte da juventude! Lá no planeta Xermo!
- Tudo isso, Tomás? Por quê?
- Porque eu tomei banho na fonte da juventude! Lá no planeta Xermo!
- Que legal, filho! Vai lá contar para a sua irmã.
Ele sai correndo, encontra a irmã e diz, com voz cruel:
- Faça um leite para mim.
Ela olha para ele, inexpressiva.
Ela olha para ele, inexpressiva.
- Você foi avisada.
E sai do quarto cor-de-rosa dela.
Mais tarde, enquanto deitado na cama vendo desenhos na televisão o dia inteiro, ele sorri com os olhos brilhando e diz, para si mesmo e sem ter a menor noção do quanto está certo:
- Eu sou eterno.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Por que sou a favor das cotas sociais
Estudei a vida inteira em uma escola particular. E não uma qualquer - uma absurdamente cara, que sempre foi considerada uma das melhores da minha cidade. Por ano, os alunos de Ensino Médio que não são bolsistas, pagam 16 mil reais para terem acesso a uma universidade qualificada - e o objetivo, muitas vezes, é a federal.
Ontem, Dilma sancionou o projeto que garante 50% das vagas das federais a alunos de escola pública. Os estudantes e ex-estudantes do meu colégio, quase todos com boa retórica e consciência política, se dividiram em dois grupos: os que são a favor e os que são contra (e nos que são contra, incluo os que acham que 50% é uma porcentagem alta demais).
Em primeiro lugar, gostaria de lembrar a todos que quem pode pagar uma escola particular no nosso país é a grande minoria. O governo pretende direcionar 50% das vagas para 70% dos alunos brasileiros. Os números não mentem: não há injustiça alguma nisso.
Desconsiderando aqueles que também podem pagar por um ensino qualificado no exterior, gostaria de atestar o óbvio: a probabilidade de você ser de classe média e poder pagar uma faculdade particular de qualidade (qualquer uma das dezesseis Universidades Católicas, incluindo as sete Pontifícias, por exemplo) é alta. Mas se você quer entrar em uma universidade federal de qualquer jeito, como é o meu caso, você pode pagar um cursinho e aumentar suas chances de entrar pelo sistema universal. Veja bem: seu plano A é entrar na federal sem fazer cursinho; seu plano B é entrar na federal pagando um cursinho e seu plano C é fazer uma particular (novamente, desconsiderando aqueles que podem estudar fora). Você tem plenas condições financeiras e provavelmente sociais de alcançar uma educação superior de qualidade: não merece ser priorizado.
Além do mais, onde há justiça ao fazer um aluno bem-preparado, que teve acesso a bons professores e materiais, competir com um cuja família ganha novecentos e sessenta reais por mês e que não possui nem professores titulares presentes em sua sala de aula? Um aluno que tem computador em casa e que pode obter informações aprofundadas sobre o possível tema de uma redação de vestibular deveria de fato disputar com outro que tem ainda mais deficiência na interpretação de textos?
Aos que dizem que a universidade cairá de nível: muito pelo contrário. Não sei de onde o estímulo da diversidade social prejudica um indivíduo, ainda mais quando o convívio entre pessoas de origens diferentes acontece e gera produtividade. Ainda neste tópico, dizer que alunos de escola pública não têm capacidade de acompanhar as aulas de uma federal é falso e preconceituoso. Alunos que entram por cotas têm plena capacidade de se igualar e superar o desenvolvimento dos outros. Por sinal, a universidade também não ganha muito com gente que não tem o menor conhecimento político e cria uma marcha que vai para o lugar errado.
A classe média/alta não perdeu sua chance de passar no vestibular. Não existem, de fato, vagas para todos e existe gente que vai, sim, ficar de fora. A diferença é que agora essa competição não é mais tão separatista e injusta.
Uma coisa é reclamar das cotas porque o país não investe o suficiente em educação e que o direito ao ensino de qualidade deveria ser existente desde sempre - fato, e é vergonhoso que o governo não o providencie. Mas a classe baixa não merece esperar por um milagre cair do céu. As cotas são uma medida provisória e eficiente, que já foi internacionalmente adotada. Outra coisa é reclamar das cotas por achar absurdo que tirem seus privilégios e por não reconhecer que você tem outros planos e quem ganha novecentos e sessenta reais por mês, não.
Agora seja franco: você é rico e branco e ainda se sente injustiçado quando um grupo ganha oportunidades que você sempre teve? Mesmo?
Ontem, Dilma sancionou o projeto que garante 50% das vagas das federais a alunos de escola pública. Os estudantes e ex-estudantes do meu colégio, quase todos com boa retórica e consciência política, se dividiram em dois grupos: os que são a favor e os que são contra (e nos que são contra, incluo os que acham que 50% é uma porcentagem alta demais).
Em primeiro lugar, gostaria de lembrar a todos que quem pode pagar uma escola particular no nosso país é a grande minoria. O governo pretende direcionar 50% das vagas para 70% dos alunos brasileiros. Os números não mentem: não há injustiça alguma nisso.
Desconsiderando aqueles que também podem pagar por um ensino qualificado no exterior, gostaria de atestar o óbvio: a probabilidade de você ser de classe média e poder pagar uma faculdade particular de qualidade (qualquer uma das dezesseis Universidades Católicas, incluindo as sete Pontifícias, por exemplo) é alta. Mas se você quer entrar em uma universidade federal de qualquer jeito, como é o meu caso, você pode pagar um cursinho e aumentar suas chances de entrar pelo sistema universal. Veja bem: seu plano A é entrar na federal sem fazer cursinho; seu plano B é entrar na federal pagando um cursinho e seu plano C é fazer uma particular (novamente, desconsiderando aqueles que podem estudar fora). Você tem plenas condições financeiras e provavelmente sociais de alcançar uma educação superior de qualidade: não merece ser priorizado.
Além do mais, onde há justiça ao fazer um aluno bem-preparado, que teve acesso a bons professores e materiais, competir com um cuja família ganha novecentos e sessenta reais por mês e que não possui nem professores titulares presentes em sua sala de aula? Um aluno que tem computador em casa e que pode obter informações aprofundadas sobre o possível tema de uma redação de vestibular deveria de fato disputar com outro que tem ainda mais deficiência na interpretação de textos?
Aos que dizem que a universidade cairá de nível: muito pelo contrário. Não sei de onde o estímulo da diversidade social prejudica um indivíduo, ainda mais quando o convívio entre pessoas de origens diferentes acontece e gera produtividade. Ainda neste tópico, dizer que alunos de escola pública não têm capacidade de acompanhar as aulas de uma federal é falso e preconceituoso. Alunos que entram por cotas têm plena capacidade de se igualar e superar o desenvolvimento dos outros. Por sinal, a universidade também não ganha muito com gente que não tem o menor conhecimento político e cria uma marcha que vai para o lugar errado.
A classe média/alta não perdeu sua chance de passar no vestibular. Não existem, de fato, vagas para todos e existe gente que vai, sim, ficar de fora. A diferença é que agora essa competição não é mais tão separatista e injusta.
Uma coisa é reclamar das cotas porque o país não investe o suficiente em educação e que o direito ao ensino de qualidade deveria ser existente desde sempre - fato, e é vergonhoso que o governo não o providencie. Mas a classe baixa não merece esperar por um milagre cair do céu. As cotas são uma medida provisória e eficiente, que já foi internacionalmente adotada. Outra coisa é reclamar das cotas por achar absurdo que tirem seus privilégios e por não reconhecer que você tem outros planos e quem ganha novecentos e sessenta reais por mês, não.
Agora seja franco: você é rico e branco e ainda se sente injustiçado quando um grupo ganha oportunidades que você sempre teve? Mesmo?
domingo, 26 de agosto de 2012
Dói
tanto que eu choro e eu não consigo mais pensar em outra coisa, e estou rasgada, e não sei como reagir a isso tudo, e me pergunto por que diabos você não me quer, e se tenho que ser magra ou bonita, se devo entrar em uma dieta maluca dos treze dias ou se deito no chão e me largo ali para morrer, conformada com a sua indiferença.
Eu não posso dizer que é tudo mentira e que eu não olhei minhas mãos, meus dedos esguios e as unhas quadradas pintadas de vermelho, tocando a mesma coisa que você tocou, pensando que logo ontem você estava lá do meu lado, e que você abriu um sorriso enorme e lindo (o mais lindo que eu já vi, e já peço desculpas porque você nunca saberá disso) assim que me viu, mesmo meu cabelo estando feio e zoado e minhas meias-calças, rasgadas.
Por quê, por quê, por quê, POR QUE você não gosta de mim, e não me cuida, e não me quer, e não me beija, e não me diz?
Eu desisto de você e de entender suas loucuras, seus sorrisos afáveis e depois suas mãos esguias se desviando e indo para o lugar errado.
Desistir, eu desisto mesmo. Mas não gosto de fugir.
Call me maybe?
Eu não posso dizer que é tudo mentira e que eu não olhei minhas mãos, meus dedos esguios e as unhas quadradas pintadas de vermelho, tocando a mesma coisa que você tocou, pensando que logo ontem você estava lá do meu lado, e que você abriu um sorriso enorme e lindo (o mais lindo que eu já vi, e já peço desculpas porque você nunca saberá disso) assim que me viu, mesmo meu cabelo estando feio e zoado e minhas meias-calças, rasgadas.
Por quê, por quê, por quê, POR QUE você não gosta de mim, e não me cuida, e não me quer, e não me beija, e não me diz?
Eu desisto de você e de entender suas loucuras, seus sorrisos afáveis e depois suas mãos esguias se desviando e indo para o lugar errado.
Desistir, eu desisto mesmo. Mas não gosto de fugir.
Call me maybe?
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